Dicas de Cordel

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CORDEL – É SÓ ESCOLHER O SEU!

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Uma das coisas que mais nos chama a atenção no Cordel é sua própria história, aqui no Brasil, na qual pessoas vivenciaram ricas experiências no seu habitat, e isso num determinado tempo em que tudo era vivido com muita intensidade e no mais profundo da alma.

Vale notificar que essas experiências a que nos reportamos eram carregadas de simbolismos.

De um lado, a estrutura estética do cordel: histórias em versos, versos com rimas, rimas com melodia e leitura dramatizada em canto ou declamação, uau! Do outro lado, as histórias que se contavam tinham temas bastante diversificados: romances medievais (cenários e dramas inimagináveis que se projetavam pela leitura a reinos distantes); romances locais (cenários e dramas) próximos de quem os lia ou os ouvia em leituras de outrem, com seus personagens familiares: vaqueiros, fazendeiros, a filha do fazendeiro, o herói do povo, o homem valente; o cangaço, os justiceiros; as notícias da redondeza sobre plantio, colheita; personagens reais das histórias locais com seus efeitos que mais parecem de ficção.

Essa mesma atmosfera lúdica que impressiona a quem lê ou ouve a leitura ou a declamação do cordel, pode e deve ser vivenciada nos dias de hoje, principalmente na educação. Sem dúvida esses motivos cênicos gerarão estímulos à leitura e à literatura por meio do cordel, via poesia, as histórias rimadas, cantadas e declamadas, que são livres de qualquer obrigação didática que se queira impor, porque elas atraem tão somente por si só.

O “folheto” é de fácil condução e de tão rápida leitura, que o gosto por ele traduzirá também no gosto pela literatura. É SÓ ESCOLHER O SEU!


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