Dicas de Cordel

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O CORDEL COMEÇA ASSIM

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Ouve-se muito dizer: o cordel era o cinema, o jornal, o rádio e o teatro de antigamente. VERDADE!

Hoje o cordel é o livro didático, paradidático, sucinto e performático, aliado do escritor, do professor, do aluno, do pesquisador, do historiador à mesa da educação. VERDADE!

Percorrer o caminho do cordel não é nada fácil. Ele foi, em determinado tempo, absoluto no interior do Nordeste. Não havia praticamente concorrência para o cordel nos sertões nordestinos. Porém, ele transmutou. Mudou de lugar, ou melhor, mudou de público. Primeiro se afastou de todos e depois migrou a um que lhe escolheu.

O declínio da Literatura de Cordel deu-se na década de 60, quando o rádio e depois a televisão, começaram a substituir o papel de entretenimento e informação que o cordel exercia nas pessoas do Sertão.

Concomitantemente, no início da década de 60, a academia começou a pesquisar o cordel. Os resultados dessa pesquisa qualificaram o gênero no meio acadêmico, de maneira que, cada vez mais, aumentou o número de pesquisadores que se interessavam pelo tema.

À medida que o cordel perdia o seu público original, conquistava professores e estudantes da cidade, os quais o viam no primeiro momento como algo exótico, porém extremamente comunicativo e persuasivo, com extrema criatividade poética que carecia de maior aprofundamento. Alguns desses pesquisadores tornaram-se influenciados pelos cordéis em suas obras e até passaram a ser fazedores dele.

O Cordel permanece indefinido em seu infinito modo de ser, pois se amplia a cada dia e aumenta os termos de sua definição conceitual, sem se adequar a qualquer modelo estático que o enquadre numa coisa só.


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