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A CHEGADA DO VELHO CHICO AO SERTÃO


Autor: Abdias Campos
Folhetaria Campos de Versos

O Velho Chico já está
Para chegar ao sertão
Lambendo o dorso do chão
Indo até o Ceará
Quem quis disso duvidar
Agora não mais duvida
Quem sofreu tanto na vida
Com sequidão na garganta
Levanta sua voz e canta
Quando as águas dão partida

Um pedaço do sertão
É por ele contemplado
Mas outro pedaço ao lado
Por falta d’água que não
Chegasse ao seu torrão
Lamentava todo dia
Porque não via na pia
Nem uma gota sequer
Que enchesse uma colher
Quanto mais uma bacia

O sertanejo comenta
Em todo dia de feira
“Agora é pra vida inteira
Que o velho Chico sustenta”
Quando do céu Deus aumenta
A quantidade de chuva
Dá pro mamão, dá pra uva
Pra Petrolina e Monteiro
Dá até pro mundo inteiro
Por forças do “Mandachuva”

E quem conhece o sertão
Por onde o rio vai passar
Já começa a se alegrar
Sabendo o que avistarão:
Água ao alcance da mão
Com certeza de achar
Sem tantas léguas andar
Pra pegar água barrenta
No lombo de uma jumenta
Até a porta do lar

Foi preciso um Presidente
Com identificação
Com o povo do sertão
Pra romper esse batente
Mesmo tendo pela frente
Tanta corrente infeliz
Teatros de chafariz
Ecologistas do nada
Discursando pra manada
Que lhes concede a cerviz

Águas que iam pro mar
Pra lavar bucho de lancha
Agora desce de prancha
Pra ancha fertilizar
Vão para a terra molhar
Molham pra terra viver
E vivem para correr
Ao encontro de quem
Necessita desse bem
Sem deixá-lo se perder

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